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23/09/2014 14:25:49

Alguns medicamentos que as pessoas têm em casa também são usados em animais

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Eles podem tanto curar quanto matar. O problema é que o metabolismo animal é muito diferente e para ter efeito, um medicamento tem de ser digerido pelo organismo, o que às vezes não acontece se ele é produzido para pessoas e não para animais.

Portanto todo cuidado nestas situações. Levar a um veterinário sempre é a melhor opção.

Assim como as pessoas, é comum que os animais sintam-se indispostos às vezes e apresentem sintomas como vômitos, febre e diarreia. Nessa hora, muitos donos tendem a medicá-los com remédios que têm em casa, como analgésicos e antitérmicos, principalmente os infantis. Mas os veterinários alertam para o perigo: além de eles mascararem possíveis sintomas de uma doença, também têm efeitos colaterais sérios e podem levar à morte por intoxicação se a dose for maior do que a ideal, já que não são de uso veterinário.

A tendência a usar medicamento humano acontece porque apenas cerca de 50% dos remédios disponíveis para cães e gatos são exclusivos para eles.

Medicamentos produzidos para humanos que podem ser usados em animais:

Dimenidrinato e bromoprida (trata enjoos, vômitos e problemas digestivos): uma gota por quilo a cada 8 horas. Se depois de 24 horas os sintomas persistirem, é necessário consultar um veterinário. Mas para cães que costumam comer bolinhas e outros objetos pequenos, estes medicamentos têm de ser evitados porque fazem com que a mobilidade do intestino aumente e como um objeto pode estar preso lá, vai provocar dobra do órgão e causar muita dor.

Soro caseiro (trata diarreia): deve ser dado nas primeiras 24 horas. Se não parar a diarreia, precisa levar ao veterinário.

Leite fermentado (com lactobacilos): para tratar a diarreia de cachorros e gatos grandes, um terço do pote; para médio, metade, e para grandes, um pote inteiro. No lugar da ração, colocar uma comida mais leve, sem tempero, como arroz e peito de frango. Não melhorando em 24 horas, consultar um veterinário.

Paracetamol e dipirona (antitérmico): uma gota por quilo a cada 12 horas somente em cães. Cuidado porque a febre geralmente indica uma infecção e, se for mascarada, pode piorá-la. O ideal é levar direto à clínica veterinária.

Butilbrometo de escopolamina (analgésico): uma gota por quilo a cada 12 horas. Se não melhorar em dois dias, procure um veterinário.

 Efeitos colaterais de alguns remédios:

Paracetamol (analgésico e antitérmico): intoxicação severa em gatos causando respiração rápida, mucosas amareladas, vômito, dor abdominal e edema da face. Pode levar à morte.

Dipirona (antitérmico) – em gatos pode matar porque o organismo não metaboliza e ocorre intoxicação.

Ibuprofeno (anti-inflamatório, analgésico e antitérmico): gastrite e úlcera gástrica em cães e gatos.

Ácido acetilsalicílico (analgésico, anti-inflamatório): hemorragia, retardo da coagulação sanguínea, depressão respiratória e insuficiência renal, em cães e gatos.

Diclofenaco de sódio ou potássio (anti-inflamatório): anemia e úlcera gastrointestinal, em cães e gatos. Pode levar à morte.

Cloridrato de loperamida (anti­­diarreico): por parar as fezes, evita que as bactérias saiam e pode aumentar a infecção e até torná-la generalizada.

Remédios para otite: não devem ser dados para cães e gatos porque neles a infecção é por fungo ou sarna, diferentemente das pessoas. Portanto não irá funcionar.

 

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